
TOQUES DE (TANTO) AMOR
tocar...

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Acomodados entre braços e pernas sentiram o quanto se aquecíam e mimetizavam nas emoções guardadas por dentro, agora era só pele, pele na pele, pele de roupa, o perigo dos sentires a roçar entre as cálidas curvas e pregas ajeitadas como um tecido perfeito, impossível mentir, disfarçar as linhas arrepiadas ou a expansão do prazer em cada toque inevitável.







Não me tocais, Senhor, que de mal fico perante outros olhos que da maldade fazem uso! Não me tocais Senhor, deixai-me fiar no vosso desvelo linhos que se desprendem do tanto eu suspeitar-vos mor do que amigo! Ai, Senhor... se chegais perto, tão perto de meu querer que olhos virão outros a ser que não os vossos, Senhor, na ânsia de me terdes?

Toquemos segredos. Ao de leve. Que este Novembro se aqueça num incêndio de toques, dedadas, trocas, polegadas, tudo o que nos enche e revolve cá por dentro na avalanche imparável de quem se agarra.
Agarra os meus segredos, não me deixes diluír esta chama na morrinha sonolenta de mais uma folha cheia de palavras que se solta de nós. Que desperdicio sería... Segura os segredos junto a mim, da tua boca para mim, do meu escutar roçado na tua pele.
Conta-me tudo...