
O VAGABUNDO

REDOMA
NA MINHA MÃO

PINOS
DORME (AGORA)

ENSAIOS

UM BOCADINHO...
LEQUE DE MÃOS

OS DANÇARINOS (DE BOTERO)

A MAGIA DE UM ABRAÇO
SENHOR DO (MEU) OLHAR
Não me tocais, Senhor, que de mal fico perante outros olhos que da maldade fazem uso! Não me tocais Senhor, deixai-me fiar no vosso desvelo linhos que se desprendem do tanto eu suspeitar-vos mor do que amigo! Ai, Senhor... se chegais perto, tão perto de meu querer que olhos virão outros a ser que não os vossos, Senhor, na ânsia de me terdes?
AS DUAS FACES
SEGREDOS TOCADOS

Toquemos segredos. Ao de leve. Que este Novembro se aqueça num incêndio de toques, dedadas, trocas, polegadas, tudo o que nos enche e revolve cá por dentro na avalanche imparável de quem se agarra.
Agarra os meus segredos, não me deixes diluír esta chama na morrinha sonolenta de mais uma folha cheia de palavras que se solta de nós. Que desperdicio sería... Segura os segredos junto a mim, da tua boca para mim, do meu escutar roçado na tua pele.
Conta-me tudo...
ATÉ CHEGAR AO MIOLO
Para chegar ao miolo, à parte boa e saborosa cravei os dedos no ouriço. À bruta. A sôfrega vontade de trilhar a carne impediu-me de pensar no toque ensanguentado do escudo cortante e das veias saíu o sinal da minha imprudência, acabando assim, por violentar o ouriço espinhento e o tubo azul que encerra a seiva vermelha no meu corpo.
O feitiço do sabor não passou, mas aprendida a lição, notei que até da seda o bicho rastejante há-de primeiro lavrar caminhos tortuosos e encasulados como a própria vida.
CENAS

O DIA DO FIM











